Pois então. Falei do David Carradine e resolvi pesquisar sobre esse tema tão recorrente nas conversas de botecos, salas de aula, casas de massagem, biblioteca pública central e onde mais as pessoas gostem de uma safadeza pervertida. O mundo todo.
Nas minhas pesquisas teóricas, e tão somente teóricas, descobri que essa prática é mais difundida do que se pensa. Pois sim, o seu vizinho, sua professora, seu carteiro e até a dona da sex shop que vocês costumam frequentar podem ser adeptos deste pitoresco meio de prazer solitário.
Em Portugal, de 5 a 10 pessoas morrem por ano em decorrência de falhas nesta putaria. Pois é. Pode ir subindo as calças e largando a corda. Pelo menos até o fim dessa postagem.
A asfixia auto-erótica consiste na indução, pelo próprio praticante, de um estado de asfixia cerebral enquanto pede carona pro céu ou toca a guitarra imaginária (porque esse assunto concerne ambos os dois sexos mutuamente). Para atingir o estado desejado de asfixia, a criatura utiliza-se de uma corda, cinto ou qualquer artefato que consiga trancar parcialmente o fluxo sanguineo para o cérebro. No pescoço, entenderam? Fazendo isto, o energúmeno (a) restringe o sangue no cérebro, que causa queda nos níveis de oxigênio. Que por sua vez resulta numa diminuição da inibição cortical normal. E que finalmente, termina num orgasmo muito mais intenso.
Se interessaram, né? Pois é. Eu também. Mas por ser uma atividade solitária, e envolver o risco de perda de consciência, é uma atividade altamente arriscada. Como diria Michael Hutchence, se fosse vivo e não tivesse morrido fazendo isso. Assim como o David Carradine.
O pulo do gato reverso está em ficar muito tempo com o laço ou cinto apertando o pescoço, e desmaiar antes de conseguir soltar a amarra. E essa é uma linha muito tênue, porque a asfixia chega aos poucos, e a pessoa não percebe que não está tendo um teto bom, e sim morrendo! Além de ter que atingir o orgasmo num prazo determinado. E nem sempre conseguimos calcular esse tempo com exatidão. A não ser que você sofra de ejaculação precoce. Mas mesmo assim, continua lendo, ligeirinho.
Ou seja, deve ser uma sensação bastante intensa. Próxima de sensações que drogas pesadíssimas causam nas primeiras usadas, antes que a pessoa vire uma viciada desgraçada e tenha que usar doses cavalares para tetear por muito menos tempo. Ou não, porque nunca usei drogas nem fiz a asfixia auto-erótica. Estou teorizando, apenas. Mas mesmo sendo intenso, e sendo muito bom, pode matar o idiota. E sinceramente, acho que não vale o risco.
Algum tramposo ou tramposa pode estar se indagando agora: mas e se eu fizer isso com o meu namorado (a) e ele ficar cuidando? Bom, eu responderia que não sou médico, muito menos fisiologista ou neurocirurgião. Vou eu saber? Não me perguntem nada, isso aqui não é um consultório sentimental (apesar de eu estar com um projeto que tornará o meu blogue nisso mesmo! um consultório sentimental!). Mas utilizando um pouco do meu conhecimento sobre anatomia, fisiologia e funcionamento do corpo humano, mais uma boa pitada de bom senso, eu reafirmo que é extremamente arriscado, pois a linha que separa uma momentânea restrição sanguinea no cerébro de uma hipóxia cerebral que resultaria numa morte ou em danos permanentes ao cérebro é minúscula.
Portanto o óbvio ululante que pulula na cabeça das pessoas não recomenda. Fiquem no café com leite, que tá mais do que bom.
Se quiserem algo novo, ouvi dizer que leite de cabrito montês é um baita energético sexual.
o óbvio ululante que pulula na cabeça das pessoas
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
poeteiro.
Às vezes, não sei o que fazer;
Porque parece que tudo já foi feito.
E vem aquele pensamento me aborrecer;
Com aquela sensação de tristeza no peito.
Sendo que todas as teorias em que se acredita;
Indicam que tudo deveria estar resolvido.
E em agonia eu admito:
Existem coisas que o coração palpita.
Há que reconhecer, aturdido:
A razão... troglodita.
Nossa. Já não bastava escrever pra caralho. Agora virei poeta. Tá louco.
Porque parece que tudo já foi feito.
E vem aquele pensamento me aborrecer;
Com aquela sensação de tristeza no peito.
Sendo que todas as teorias em que se acredita;
Indicam que tudo deveria estar resolvido.
E em agonia eu admito:
Existem coisas que o coração palpita.
Há que reconhecer, aturdido:
A razão... troglodita.
Nossa. Já não bastava escrever pra caralho. Agora virei poeta. Tá louco.
Domingo, 28 de Junho de 2009
GANHEM DINHEIRO. PERGUNTEM-ME COMO.
Se vocês me perguntaram mentalmente, vieram ler a resposta. Pois não os decepcionarei, pequenos gafanhotos (minha singela homenagem ao David Carradine, que morreu fazendo o que o povo gosta).
Primeiro: tenham um blogue no bloguer esse aqui.
Segundo: escrevam alguma coisa qualquer. ou algumas.
Terceiro: tenham leitores.
Quarto: se cadastrem para ter merchandising na página inicial do blogue de vocês.
Quinto: rezem para os leitores de vocês clicarem no banner de propagandinha no início da página.
Pronto! É sentar na sombra e esperar os milhões chegarem.
Vou lá comprar meu estoque de vitamina D. Aquela que o corpo produz ao entrarmos em contato com o sol. Porque estou na sombra há realmente muito tempo.
CLIQUEM ALI, PORRA! Mas não contem para o bloguer, senão eles me chutam pra fora.
Primeiro: tenham um blogue no bloguer esse aqui.
Segundo: escrevam alguma coisa qualquer. ou algumas.
Terceiro: tenham leitores.
Quarto: se cadastrem para ter merchandising na página inicial do blogue de vocês.
Quinto: rezem para os leitores de vocês clicarem no banner de propagandinha no início da página.
Pronto! É sentar na sombra e esperar os milhões chegarem.
Vou lá comprar meu estoque de vitamina D. Aquela que o corpo produz ao entrarmos em contato com o sol. Porque estou na sombra há realmente muito tempo.
CLIQUEM ALI, PORRA! Mas não contem para o bloguer, senão eles me chutam pra fora.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Nossa, eu andava ruim, hein? Fui reler os últimos posts.
É muita energia negativa num ser humano só. Sou grande mas não sou dois. Hilário.
Passei por variadas mudanças. Micro mudanças. Estou trabalhando firme numa macro mudança. A de sempre aquela. Pode parecer devagar, mas ela continua a acontecer.
Estou tentando me manter zen. Sério. O caminho do meio. Como eu disse há algum tempo, Sidarta, me espera. Eu vou chegar.
E prometo melhorar a qualidade humorística das postagens.
É muita energia negativa num ser humano só. Sou grande mas não sou dois. Hilário.
Passei por variadas mudanças. Micro mudanças. Estou trabalhando firme numa macro mudança. A de sempre aquela. Pode parecer devagar, mas ela continua a acontecer.
Estou tentando me manter zen. Sério. O caminho do meio. Como eu disse há algum tempo, Sidarta, me espera. Eu vou chegar.
E prometo melhorar a qualidade humorística das postagens.
Jacko.
Ah pois é. O Jacko. Inclusive estou redigindo isso ao som de Don't Stop 'Til You Get Enough (uma BAITA canção) e Thriller. Além de ABC e I'll Be There, do Jackson's 5. Mentira. ABC eu não achei. Saco. Eu odeio a Apple. Como corre a boca pequena, perdi o HD do meu pc 2 vezes. E nessas perdas, as minhas músicas (cerca de 10000) foram armazenadas em um Ipod. E o Ipod modifica o nome de todos os arquivos e só mantém o id tag. Que pra quem não entende, são coisas diferentes. E eu sempre prefiro ir pelo nome do arquivo. Enfim. É um saco. E agora devolvendo as músicas do Ipod para o meu pc, descubro que 60% das músicas estão com o nome correto (no Itunes, somente, que é o programa de música mais burro que existe) e o resto está nomeado com 4 letras, algo como GCPU. Mais ou menos 4000 músicas sem nome, que se eu quiser renomear, terei que ouvir uma por uma. Sendo que pelo Itunes só consigo renomear uma coisa por vez. Ou o artista ou o nome da música. Assim que eu faço isso, ele reordena automaticamente. OU SEJA, É UM INFERNO.
Voltando ao Jacko. Eu nunca fui fã confesso. Mas sempre admirei-o. Era um dos maiores ou o maior talento do entretenimento. Cantava absurdamente bem, dançava absurdamente bem e era extremamente criativo e competente. Trabalhava diretamente na produção das músicas, coreografias e videoclipes.
Videoclipes esses que ele praticamente inaugurou como pequenos filmes, que todo mundo via e achava fantástico para as épocas. Trabalhou com grandes diretores, fez parcerias com artistas fenomenais. Enfim, todos sabem de tudo que ele fez. E se não sabem, estão sabendo agora nas histórias que os programas especiais estão contando.
Mortes sempre são um tema particularmente complicado para mim. Não lido bem com elas, não entendo-as e não aceito-as. Quando alguém da magnitude dele morre, a midia faz um show. E com ele é muito fácil, pois somando as filmagens que existem dele, deve dar mais de 2 anos. Desde a tenra idade ele participava de tudo quanto é apresentação na tv. Foi em inúmeros programas. Shows ao vivo, participações em campanhas beneficientes, escândalos, julgamentos, imagens na rua, palhaçadas, filho na sacada, casamento arranjado, batizado de cachorro, despedida de solteiro e mais coisas que eu nem imagino. Com imagens tristes, um texto bem escrito, algumas passagens dramáticas e pessoas chorando, é fácil se emocionar. E eu particularmente me sinto tocado por essas coisas, se eu começo a assistir com atenção. Óbvio, eu faço conexões mentais e sempre vou parar nas pessoas próximas e familiares, e por não lidar muito bem, sempre acho que essas pessoas não vão lidar bem também. E mesmo que lidem melhor que eu, é um sofrimento.
Entretanto, a história pessoal dele é marcada por muitas coisas tristes. E essa é uma coisa que me toca profundamente. A tristeza humana. Eu sempre digo que felicidade eterna não existe, o que existe é mais acontecimentos felizes do que tristes, e isso vem com trabalho gratificante, família que funciona bem como família, amizades significativas e lazer na medida certa e saudável, pelo menos a maioria dele. Eu tomaria cerveja todos os dias o dia todo. Mas não conseguiria interagir adequadamente com as pessoas, não viveria bem e inclusive morreria rapidamente. O que me tira a vontade de beber todos os dias o tempo inteiro! Isso é o que significa um lazer não saudável.
Não posso deixar de citar minha visão patogênica da coisa, já que estudei e ainda vou estudar mais sobre isso. Basicamente o que interessa é se a pessoa se sente feliz ou não. Pessoas solitárias, que se sentem desconfortáveis numa vida social ativa, são mais felizes sozinhas. Eu sou mais feliz com meus amigos e as pessoas que eu amo. Mas não posso achar que isso é o ideal para todo mundo. Existem patologias mentais funcionais. Aos olhos dos outros, podem ser pessoas desajustadas ou tristes. Aos próprios olhos, eles podem se considerar felizes. E aí? Quem somos nós para não concordar?
Portanto, para considerarmos alguém doente (no sentido de necessitar tratamento), é necessário um fator, dentre dois possíveis (pode haver mais do que dois, mas realmente não lembro agora e nem estou me esforçando para isso. faz tempo que eu não escrevo e não quero perder o ponto. me deixem.).
1) A pessoa não gostar da sua condição, entender ela dentro da sua própria vida, dentro da interação e reflexo na vida dos outros e em relação aos seus objetivos (sim, precisa usar o cérebro pra acompanhar. se quiserem desistir e ir ler o Twitter, que é o blogue do preguiçoso, podem ir, se já não foram. aliás, eu tenho twitter. ainda não sei como vou me adaptar a uma coisa que exige uma capacidade sintética de sms. qual o atrativo que eu, que não sou famoso, poderei oferecer em 140 caracteres? eu ou qualquer outra pessoa que não seja famosa. porque é só isso. notinhas noticiosas, fofocas e inutilidades sobre gente famosa. quando eu disse que tinha tanta coisa, eu não acreditei. ta aí, pra mim que era um cético.).
E assim, querer mudar volutariamente.
2) A pessoa ter uma condição não aceita pela sociedade. E essa é a batata quente na mão do Michael e de várias outras pessoas.
O ser humano comum é burro. É preguiçoso e não consegue se colocar no lugar nem dele próprio. Faz piada sobre homossexualismo, racismo, sexismo e no fundo (ou bem no raso) acredita nessas diferenças. E tem medo de ser diferente. Porque tem medo de não ser aceito. Eu tenho medo de não ser aceito. Faço várias coisas para me encaixar no padrão. E deixo de fazer tantas outras. Criam filosofias e religiões para moldar as pessoas de uma maneira uniforme. E ainda querem discutir comigo que o ser humano deu certo. Não deu!!!!!!!!!!!! E se Deus existe, ele tá em outra galáxia tentando com outro tipo de organismo vivo, porque nesse aqui ele já pediu licença pra dois e entregou os tacos.
Depois dessa pequena pincelada teológica, voltemos ao nosso querido Peter Pan. Vamos reconhecer, ele tinha alguma coisa com a infância e a juventude. E não só treta na justiça com eles. Ele não queria crescer. Ele queria continuar sendo criança. Ele era ingênuo. Claro que sem conhecê-lo pessoalmente, sem conviver com ele, é impossível de diagnosticar. Ou colocar um rótulo, que é a maneira mais apropriada de se referir a um diagnóstico psiquiátrico. Mas por tudo que se viu e leu, dá pra tentar.
Ele era um pedófilo que se recusava a crescer e tinha o transtorno dismórfico corporal. Não sei se o fato dele querer continuar sendo uma criança era o que causava ou trazia os impulsos pedófilos. Também não sei se o transtorno dismórfico era uma causa disso, porque não dá pra entender o que ele tinha feito com o corpo dele. (cliquem no transtorno ali. tô ficando bom demais.)
Falarei uma coisa complexa e dificílima de aceitar, mas que é a verdade. Pedofilia é terrível. É inaceitável. Sim. Só que quem tem isso, não entende. E tem os impulsos. E assim como tem gente que bebe e não consegue largar a bebida, gente que fuma e não consegue largar o fumo, tem gente que é pedófila e não consegue não praticar isso. Claro que numa escala bem menor. E sim, concordo que os dois exemplos que eu dei, fumo e bebida causam dependência química por causa dos componentes presentes nessas drogas. Mas justamente fiz a ressalva, pedofilia em uma escala infinitamente menor. Mas com alguns vários casos sem controle de quem é doente.
E sendo famoso do jeito que ele era, destrambelhado do jeito que ele era, tendo uma família destrambelhada como divulgam, mais com todo o dinheiro que ele tinha e rendia, com a ingenuidade que ele preferia ter, com a aproximação de pessoas que tiravam vantagem dessas condições todas que ele apresentava, deu no que deu.
Fico triste porque era um ser humano. Era um talento. Um dos maiores talentos no ramo do entretenimento musical que já existiu. Com certeza o maior de todos que eu já vi. Que foi definhando, se transformando numa coisa, tendo que esconder e negar uma condição que não era culpa dele... E acabou morrendo precocemente. Deixando uma impressão que ele não era feliz. Que ele nunca foi feliz. Que o que o deixava feliz, era errado. E as outras coisas que complementam a vida das pessoas (porque nem sempre a gente vai fazer tudo que nos deixa feliz, é uma regra primordial da convivência em sociedade. e isso não é bom nem ruim, apenas é) ele não teve. Ou não pôde ter. Ou nem cogitou em ter, porque desde muito cedo a vida dele não era gerida por ele.
Trouxe muita alegria para muita gente. Tocou milhares de pessoas. Fez o bem para outras tantas, com ações beneficientes, obras, doações, construções e divulgações de causas nobres. Poderia ter feito mais? Poderia. Mas pelo menos fez. Tem gente com tanto dinheiro quanto ele que não faz nada. E além de não fazer, ganha o seu dinheiro às custas da natureza e de outros seres humanos. E apesar de ter embranquecido, fez muita coisa pela comunidade negra.
Se foi pra acabar o sofrimento dele, e ele estiver em um lugar melhor, tomando consciência do que ele fez, melhor. É uma coisa que eu estou começando a tentar a acreditar. Porque no que eu acredito atualmente não vai dar pra viver de acordo com as leis naturais da vida.
Triste eu estou.
Voltando ao Jacko. Eu nunca fui fã confesso. Mas sempre admirei-o. Era um dos maiores ou o maior talento do entretenimento. Cantava absurdamente bem, dançava absurdamente bem e era extremamente criativo e competente. Trabalhava diretamente na produção das músicas, coreografias e videoclipes.
Videoclipes esses que ele praticamente inaugurou como pequenos filmes, que todo mundo via e achava fantástico para as épocas. Trabalhou com grandes diretores, fez parcerias com artistas fenomenais. Enfim, todos sabem de tudo que ele fez. E se não sabem, estão sabendo agora nas histórias que os programas especiais estão contando.
Mortes sempre são um tema particularmente complicado para mim. Não lido bem com elas, não entendo-as e não aceito-as. Quando alguém da magnitude dele morre, a midia faz um show. E com ele é muito fácil, pois somando as filmagens que existem dele, deve dar mais de 2 anos. Desde a tenra idade ele participava de tudo quanto é apresentação na tv. Foi em inúmeros programas. Shows ao vivo, participações em campanhas beneficientes, escândalos, julgamentos, imagens na rua, palhaçadas, filho na sacada, casamento arranjado, batizado de cachorro, despedida de solteiro e mais coisas que eu nem imagino. Com imagens tristes, um texto bem escrito, algumas passagens dramáticas e pessoas chorando, é fácil se emocionar. E eu particularmente me sinto tocado por essas coisas, se eu começo a assistir com atenção. Óbvio, eu faço conexões mentais e sempre vou parar nas pessoas próximas e familiares, e por não lidar muito bem, sempre acho que essas pessoas não vão lidar bem também. E mesmo que lidem melhor que eu, é um sofrimento.
Entretanto, a história pessoal dele é marcada por muitas coisas tristes. E essa é uma coisa que me toca profundamente. A tristeza humana. Eu sempre digo que felicidade eterna não existe, o que existe é mais acontecimentos felizes do que tristes, e isso vem com trabalho gratificante, família que funciona bem como família, amizades significativas e lazer na medida certa e saudável, pelo menos a maioria dele. Eu tomaria cerveja todos os dias o dia todo. Mas não conseguiria interagir adequadamente com as pessoas, não viveria bem e inclusive morreria rapidamente. O que me tira a vontade de beber todos os dias o tempo inteiro! Isso é o que significa um lazer não saudável.
Não posso deixar de citar minha visão patogênica da coisa, já que estudei e ainda vou estudar mais sobre isso. Basicamente o que interessa é se a pessoa se sente feliz ou não. Pessoas solitárias, que se sentem desconfortáveis numa vida social ativa, são mais felizes sozinhas. Eu sou mais feliz com meus amigos e as pessoas que eu amo. Mas não posso achar que isso é o ideal para todo mundo. Existem patologias mentais funcionais. Aos olhos dos outros, podem ser pessoas desajustadas ou tristes. Aos próprios olhos, eles podem se considerar felizes. E aí? Quem somos nós para não concordar?
Portanto, para considerarmos alguém doente (no sentido de necessitar tratamento), é necessário um fator, dentre dois possíveis (pode haver mais do que dois, mas realmente não lembro agora e nem estou me esforçando para isso. faz tempo que eu não escrevo e não quero perder o ponto. me deixem.).
1) A pessoa não gostar da sua condição, entender ela dentro da sua própria vida, dentro da interação e reflexo na vida dos outros e em relação aos seus objetivos (sim, precisa usar o cérebro pra acompanhar. se quiserem desistir e ir ler o Twitter, que é o blogue do preguiçoso, podem ir, se já não foram. aliás, eu tenho twitter. ainda não sei como vou me adaptar a uma coisa que exige uma capacidade sintética de sms. qual o atrativo que eu, que não sou famoso, poderei oferecer em 140 caracteres? eu ou qualquer outra pessoa que não seja famosa. porque é só isso. notinhas noticiosas, fofocas e inutilidades sobre gente famosa. quando eu disse que tinha tanta coisa, eu não acreditei. ta aí, pra mim que era um cético.).
E assim, querer mudar volutariamente.
2) A pessoa ter uma condição não aceita pela sociedade. E essa é a batata quente na mão do Michael e de várias outras pessoas.
O ser humano comum é burro. É preguiçoso e não consegue se colocar no lugar nem dele próprio. Faz piada sobre homossexualismo, racismo, sexismo e no fundo (ou bem no raso) acredita nessas diferenças. E tem medo de ser diferente. Porque tem medo de não ser aceito. Eu tenho medo de não ser aceito. Faço várias coisas para me encaixar no padrão. E deixo de fazer tantas outras. Criam filosofias e religiões para moldar as pessoas de uma maneira uniforme. E ainda querem discutir comigo que o ser humano deu certo. Não deu!!!!!!!!!!!! E se Deus existe, ele tá em outra galáxia tentando com outro tipo de organismo vivo, porque nesse aqui ele já pediu licença pra dois e entregou os tacos.
Depois dessa pequena pincelada teológica, voltemos ao nosso querido Peter Pan. Vamos reconhecer, ele tinha alguma coisa com a infância e a juventude. E não só treta na justiça com eles. Ele não queria crescer. Ele queria continuar sendo criança. Ele era ingênuo. Claro que sem conhecê-lo pessoalmente, sem conviver com ele, é impossível de diagnosticar. Ou colocar um rótulo, que é a maneira mais apropriada de se referir a um diagnóstico psiquiátrico. Mas por tudo que se viu e leu, dá pra tentar.
Ele era um pedófilo que se recusava a crescer e tinha o transtorno dismórfico corporal. Não sei se o fato dele querer continuar sendo uma criança era o que causava ou trazia os impulsos pedófilos. Também não sei se o transtorno dismórfico era uma causa disso, porque não dá pra entender o que ele tinha feito com o corpo dele. (cliquem no transtorno ali. tô ficando bom demais.)
Falarei uma coisa complexa e dificílima de aceitar, mas que é a verdade. Pedofilia é terrível. É inaceitável. Sim. Só que quem tem isso, não entende. E tem os impulsos. E assim como tem gente que bebe e não consegue largar a bebida, gente que fuma e não consegue largar o fumo, tem gente que é pedófila e não consegue não praticar isso. Claro que numa escala bem menor. E sim, concordo que os dois exemplos que eu dei, fumo e bebida causam dependência química por causa dos componentes presentes nessas drogas. Mas justamente fiz a ressalva, pedofilia em uma escala infinitamente menor. Mas com alguns vários casos sem controle de quem é doente.
E sendo famoso do jeito que ele era, destrambelhado do jeito que ele era, tendo uma família destrambelhada como divulgam, mais com todo o dinheiro que ele tinha e rendia, com a ingenuidade que ele preferia ter, com a aproximação de pessoas que tiravam vantagem dessas condições todas que ele apresentava, deu no que deu.
Fico triste porque era um ser humano. Era um talento. Um dos maiores talentos no ramo do entretenimento musical que já existiu. Com certeza o maior de todos que eu já vi. Que foi definhando, se transformando numa coisa, tendo que esconder e negar uma condição que não era culpa dele... E acabou morrendo precocemente. Deixando uma impressão que ele não era feliz. Que ele nunca foi feliz. Que o que o deixava feliz, era errado. E as outras coisas que complementam a vida das pessoas (porque nem sempre a gente vai fazer tudo que nos deixa feliz, é uma regra primordial da convivência em sociedade. e isso não é bom nem ruim, apenas é) ele não teve. Ou não pôde ter. Ou nem cogitou em ter, porque desde muito cedo a vida dele não era gerida por ele.
Trouxe muita alegria para muita gente. Tocou milhares de pessoas. Fez o bem para outras tantas, com ações beneficientes, obras, doações, construções e divulgações de causas nobres. Poderia ter feito mais? Poderia. Mas pelo menos fez. Tem gente com tanto dinheiro quanto ele que não faz nada. E além de não fazer, ganha o seu dinheiro às custas da natureza e de outros seres humanos. E apesar de ter embranquecido, fez muita coisa pela comunidade negra.
Se foi pra acabar o sofrimento dele, e ele estiver em um lugar melhor, tomando consciência do que ele fez, melhor. É uma coisa que eu estou começando a tentar a acreditar. Porque no que eu acredito atualmente não vai dar pra viver de acordo com as leis naturais da vida.
Triste eu estou.
Tanta coisa.
Pois é pessoal. Andei afastado. Mas não dá. Na realidade não falo pra vocês. Porque vocês não existem. Isso aqui é pra mim mesmo. E me ajuda demais. Seja a conseguir expressar idéias de uma forma coesa e concisa, seja para falar palavras difíceis e me orgulhar de ter lido bastante na minha adolescência, seja para tirar de mim coisas ruins.
Portanto, eu voltei. Obrigado, LG. Eu te amo.
Portanto, eu voltei. Obrigado, LG. Eu te amo.
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Eu algumas vezes me canso de estar certo. E me frustro por estar certo. Até em coisas que eu nem tinha feito a relação adequada.
Momentos.
Há muito tempo eu havia escrito sobre os momentos. Que eles existem e eles passam. E depois que passam, não voltam mais. E mesmo que voltem, nunca mais são iguais. Porque como diz na alegoria filosófica - que nem que eu tome uma batida de guaraná cerebral com cafeína e ritalina eu vou lembrar quem é o autor - pode ser o mesmo rio, pode ser a mesma pessoa, mas nunca iguais. O rio não é o mesmo e nós nunca somos os mesmos.
Aliás, o que eu tenho evoluído (o tempo definirá exatamente se é evolução ou não. por enquanto acho que é. inclusive usei travessões e não parentêses no parágrafo acima! se isso não é evolução, não sei o que é!!) não é bolo pequeno. Nos pensamentos, nas atitudes, nas relações. Mas por outro lado tenho me tornado mais intolerante. Menos paciente. Mais chato. Ó! Comecei esse parágrafo me elogiando, algo que é raro (heheheheheheheeheh), e acabo por me autoflagelar. Mas claro, tudo depende do ponto de vista e da argumentação. Poderia eu argumentar que essa intolerância e essa impaciência são virtudes elaborando-se, já que eu falei isso em relação à amizades e atitudes das outras pessoas. E o fato de eu estar mais reservado e cuidando de mim é por si só um fato excelente! Mesmo que traga alguns pequenos efeitos colaterais. Mas como eu estou num momento não otimista, foda-se. Voltarei ao foco.
Momentos. Amizades que faziam sentido e hoje não fazem mais. Pessoas que eu me relacionava e agora não consigo sequer conversar meia dúzia de palavras no mensageiro eletrônico. Por um lado é triste. Pelo lado dos outros. Que continuam (continuavam) a me procurar. Porque sim, eu sou legal pra caralho. Mas é um dom. Nada que eu possa me gabar. Consigo entender e ajudar outras pessoas. Porque tenho uma boa capacidade de entendimento das coisas. Consigo fazer associações rapidamente. Tenho capacidade de me colocar no lugar da outra criatura. E ultimamente, entender teorias psico-cognitivas que me ajudam mais ainda. Ou seja, sou que nem vinho! Mas infelizmente, continuo com aquele sofrimento contundente e contumaz. (duas palavras que volta e meia eu tento usar. me libertei, tasquei as duas de uma vez só.)
Mais uma vez, novamente de novo, vou em busca de uma solução. Vou fazer a minha parte. Já estou fazendo. Tenho dado o máximo de mim. Mas ando meio cansado, sabe? Mais uma vez, cansado. E repetidamente, cansado. E começando a não ter vontade. Eu sei o que é isso. A Lucy do Charlie Brown sabe (ela era a terapeuta do pessoal. eu adorava o sujeirinha. que transmitia doenças para o resto do pessoal). O Wilson que habita o fundo do oceano Pacífico sabe.
E nós todos sabemos como se sai disso. Mas o que eles não sabem e que só eu sei é que cansa. Demais. Além de vir numa velocidade supersônica. E todas as coisas que supostamente afastariam, não afastam. Porque é que nem a bolha do filme "A Coisa". Ela chega pelo ralo do banheiro e fagocita tudo. Hoje eu estou pegando fogo no quesito metáforas culturais. Aproveitem.
Mas tem um momento que pode não ser o mesmo, mas sempre dá a mesma sensação de desistência. Que nem o cérebro do Homer quando ele precisava inventar um nome e dá o próprio nome. "Pra mim chega. Desisto." E bate a porta e vai embora.
Momentos.
Há muito tempo eu havia escrito sobre os momentos. Que eles existem e eles passam. E depois que passam, não voltam mais. E mesmo que voltem, nunca mais são iguais. Porque como diz na alegoria filosófica - que nem que eu tome uma batida de guaraná cerebral com cafeína e ritalina eu vou lembrar quem é o autor - pode ser o mesmo rio, pode ser a mesma pessoa, mas nunca iguais. O rio não é o mesmo e nós nunca somos os mesmos.
Aliás, o que eu tenho evoluído (o tempo definirá exatamente se é evolução ou não. por enquanto acho que é. inclusive usei travessões e não parentêses no parágrafo acima! se isso não é evolução, não sei o que é!!) não é bolo pequeno. Nos pensamentos, nas atitudes, nas relações. Mas por outro lado tenho me tornado mais intolerante. Menos paciente. Mais chato. Ó! Comecei esse parágrafo me elogiando, algo que é raro (heheheheheheheeheh), e acabo por me autoflagelar. Mas claro, tudo depende do ponto de vista e da argumentação. Poderia eu argumentar que essa intolerância e essa impaciência são virtudes elaborando-se, já que eu falei isso em relação à amizades e atitudes das outras pessoas. E o fato de eu estar mais reservado e cuidando de mim é por si só um fato excelente! Mesmo que traga alguns pequenos efeitos colaterais. Mas como eu estou num momento não otimista, foda-se. Voltarei ao foco.
Momentos. Amizades que faziam sentido e hoje não fazem mais. Pessoas que eu me relacionava e agora não consigo sequer conversar meia dúzia de palavras no mensageiro eletrônico. Por um lado é triste. Pelo lado dos outros. Que continuam (continuavam) a me procurar. Porque sim, eu sou legal pra caralho. Mas é um dom. Nada que eu possa me gabar. Consigo entender e ajudar outras pessoas. Porque tenho uma boa capacidade de entendimento das coisas. Consigo fazer associações rapidamente. Tenho capacidade de me colocar no lugar da outra criatura. E ultimamente, entender teorias psico-cognitivas que me ajudam mais ainda. Ou seja, sou que nem vinho! Mas infelizmente, continuo com aquele sofrimento contundente e contumaz. (duas palavras que volta e meia eu tento usar. me libertei, tasquei as duas de uma vez só.)
Mais uma vez, novamente de novo, vou em busca de uma solução. Vou fazer a minha parte. Já estou fazendo. Tenho dado o máximo de mim. Mas ando meio cansado, sabe? Mais uma vez, cansado. E repetidamente, cansado. E começando a não ter vontade. Eu sei o que é isso. A Lucy do Charlie Brown sabe (ela era a terapeuta do pessoal. eu adorava o sujeirinha. que transmitia doenças para o resto do pessoal). O Wilson que habita o fundo do oceano Pacífico sabe.
E nós todos sabemos como se sai disso. Mas o que eles não sabem e que só eu sei é que cansa. Demais. Além de vir numa velocidade supersônica. E todas as coisas que supostamente afastariam, não afastam. Porque é que nem a bolha do filme "A Coisa". Ela chega pelo ralo do banheiro e fagocita tudo. Hoje eu estou pegando fogo no quesito metáforas culturais. Aproveitem.
Mas tem um momento que pode não ser o mesmo, mas sempre dá a mesma sensação de desistência. Que nem o cérebro do Homer quando ele precisava inventar um nome e dá o próprio nome. "Pra mim chega. Desisto." E bate a porta e vai embora.
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